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Seja bem vindo! Este blog é a conclusão de um curso de aperfeiçoamento a distância, Chamado Educação para a Diversidade e Cidadania, oferecido na UAB de Franca pela Unesp de Bauru.



Colabore para sua construção trazendo conteúdos interessantes sobre a cidadania, diversidade e a educação e como educar para as diferenças, com todas as suas inúmeras possibilidades de discussão, já que é um tema muito abrangente.







terça-feira, 30 de março de 2010

Educação e Comunicação

Os meios de comunicação têm um papel importante na desconstrução das desigualdades sociais no Brasil que atingem diretamente os afro-brasileiros . No século XXI, já não basta dar visibilidade ao fenótipo negro na mídia. À luz da responsabilidade social, a mídia deve respeitar a história, a memória e a tradição dos afro-brasileiros. Deve valorizar a participação cultural, social e econômica da comunidade negra no desenvolvimento do Brasil bem como, noticiar aspectos positivos do continente africano.
Em janeiro de 2003, a Lei 10.639/2003 entrou em vigor. De autoria do deputado Ben Hur Ferreira e da deputada Esther Grossi, a lei torna obrigatório “o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira”, “o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil” .
Na sociedade contemporânea, a identidade construída a partir de uma estrutura social, antes determinada pelas mediações tradicionais como a família, a religião, o Estado, a escola e o trabalho, agora é atravessada pela estrutura da mídia, que assume um lugar social ao ditar condutas padronizadas para diferentes populações (PAIVA, 2001).
A comunicação e a educação é interpretada como um processo que pode transformar a realidade. Nesse contexto, o sentido de cultura passa a ter relação com a produção de sentidos, deixando de ser apenas recebida, agora considerando o sujeito um agente, criativo, que pratica cultura. Carregada de intervenções, o ambiente da comunicação e da cultura inclui as disputas, os conflitos e os enfrentamentos nas relações de poder de uma sociedade dinâmica e plural.

Fontes de leitura e pesquisa:
http://www.midianegrars.blogspot.com/
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/11/268011.shtml
www.pps.org.br/arquivo_acesse/.../presenca_negra_midia.doc
Intolerante eu?
Escrevo aqui o que fui refletindo ao logo da leitura dos textos e meu primeiro pensamento é que o nos difere dos animais é a individualidade, a capacidade de pensar, querer, sentir, diferente das outras pessoas e como levamos e vivenciamos, essas diferenças no convívio em sociedade.
Quando fazemos o conhecido comparativo entre o patinho feio que era na verdade um belo cisne, porém vá viver lá do outro lado do lago com os outros cisnes, é fato que realmente acontece. Quantas vezes nos sentimos incomodados com o outro, mais assumimos que nesses momentos estamos nos agindo como sou uma pessoa preconceituosa? Intolerante a diferença do outro? Por que até hoje nos achamos superiores aos diferentes? Não somos melhores, ou piores, apenas diferentes. E do mesmo modo podemos parecer estanhos e necessitados de tolerância para esses que julgamos diferentes.
Nos mesmos também somos diferentes de nós, várias vezes. Quem nunca agiu de forma irreconhecível, fora do comum? Seja numa roupa diferente, numa brincadeira, num dia de fúria ou de estrema alegria, nós sempre mudamos, e isso é maravilhoso. Não estamos engessados e nem fomos feitos em formas padrão. Por isso que é tão gracioso o ser humano, as diferenças que nos compõe, é que nos faz seres únicos e insubstituíveis.
Entretanto vale ressaltar “que, como já dizia minha mãe, o meu espaço termina onde começa o do outro”, ou seja, vivemos em sociedade e não é tudo aceitável sem ser invasivo demais, injusto, agressivo. Então temos a tolerância no sentido negativo e positivo.
Pesquisando a respeito do assunto, vi que dia 16 de novembro é o dia da tolerância e mensagens do secretário geral da ONU – Kofi Annan, que verdadeiramente são condizentes com a realidade que nos deparamos diariamente, o que nos leva há refletir um pouco mais e há buscar lutar pela mudança.
A Os últimos anos têm sido marcados por um acentuado aumento da intolerância, extremismo e violência em todo o mundo. Esta inquietante tendência é estimulada, em parte, pela crescente tendência para definir as diferenças em termos de identidade e não em termos de opiniões ou de interesses.
Em conseqüência disso, indivíduos e comunidades inteiras são atacados e alvo de violência, simplesmente devido à sua origem étnica, religião, nacionalidade ou outra. Essas ameaças, que vão desde o genocídio em grande escala até humilhações provocadas pela intolerância diária, deveriam ser um motivo de preocupação para todos. Cada um de nós deve esforçar-se por defender os princípios da tolerância, do pluralismo, do respeito mútuo e da coexistência pacífica. Devemos estar dispostos a corrigir estereótipos e preconceitos e a defender as vítimas de discriminação.
Toda e qualquer estratégia destinada a facilitar o entendimento deve assentar na educação. Há que aprender a conhecer as diferentes religiões, tradições e culturas, para que os mitos e distorções possam ser vistos como aquilo que são. Devemos criar oportunidades para os jovens, oferecendo-lhes uma alternativa credível ao canto da sereia do ódio e do extremismo.
Sabemos que, como educadores, temos todos os dias seres humanos em formação em nossas mãos e, como formadores de gente, não podemos deixar uma oportunidade riquíssima como esse, de colaborar para as pessoas se tornarem melhores, e conseqüentemente um mundo melhor, escorrer por entre os dedos. Todos sabem que o trabalho é árduo, que nunca foi prometido que todas as lutas seriam ganhas, porém se há uma preocupação e uma interiorização, na busca pela educação na diversidade e cidadania, chegaremos no final da guerra com a certeza de missão comprida.

Referência
Autor: Annan K. Mensagem do secretário geral da ONU por ocasião do dia internacional da tolerância. Disponível em: Acesso em: 17 out. 2009.

O que quer dizer o termo diversidade?


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O termo diversidade diz respeito à variedade e convivência de idéias, características ou elementos diferentes entre si, em determinado assunto, situação ou ambiente.
A idéia de diversidade está ligada aos conceitos de pluralidade, multiplicidade, diferentes ângulos de visão ou de abordagem, heterogeneidade e variedade. E, muitas vezes, também, pode ser encontrada na comunhão de contrários, na intersecção de diferenças, ou ainda, na tolerância mútua.
Visão geral e abrangência
A diversidade é um conceito amplo, com aplicação em diferentes campos do conhecimento humano, entre os quais:
No campo do Pensamento humano, a diversidade filosófica e a diversidade de opiniões ou pontos de vista sobre certo assunto;
no campo da Antropologia Cultural, a diversidade de hábitos, costumes, comportamentos, crenças e valores, e a aceitação da diferença no outro (chamada de alteridade);
No campo da Cultura propriamente dita, tratada no âmbito da Política Internacional, da Diplomacia ou da Economia, a manifestação da diversidade por meio do Multiculturalismo;
No campo da Sexologia, a diversidade de manifestações sexuais, ou simplesmente "diversidade sexual";
Nos campos da Biologia e do Meio-Ambiente, a diversidade biológica ou biodiversidade;
No campo da Lógica, a diversidade de soluções para um mesmo problema, usando ferramentas como a criatividade e a originalidade;
No campo da Psicologia, as idéias de heterogeneidade e de singularidade;
No campo do Direito, a diversidade de decisões judiciais sobre um mesmo assunto; e no Direito comparado internacional, a diversidade de legislações sobre um mesmo tema;
No campo da Publicidade e da Propaganda, a difusão do discurso pró-diversidade.